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Chega de trabalhar (um pouco...)



Coringa ou Ledger: a verdadeira estrela do filme de Batman

Ontem fui à pré-estréia de Batman: O Cavaleiro das Trevas. Escrevi um artigo para um site, e como não estou conseguindo postar sem uma fonte, vou publicar aqui para poder usar. Não sei se será aprovado, mas não custa tentar.


O artigo não é bem sobre o que achei do filme, mas sobre tudo que falam sobre o Coringa e sobre o que ele e o Heath Ledger representam para este filme do Batman. Quase uma análise para aula de psicologia. Aceito opiniões, ok?


 



 


Um dos filmes mais esperados deste ano é "Batman: O Cavaleiro das Trevas", que está prestes a estrear. E a grande estrela deste longa metragem está muito além do homem-morcego.


Heath Ledger morreu no começo deste ano, e o Coringa foi sua última personagem. E nesses dias que precederam a estréia do filme, muito foi dito sobre seu personagem -que também foi apontado como influenciador do sua morte. Contudo, se o ator ainda estivesse vivo, será que a personagem teria o mesmo impacto que vêm tendo?


Sem dúvida a construção deste novo Coringa é surpreendente. Para quem, como eu, só conheceu o Charada risonho e estranho de Jim Carrey, é um baque ver um Coringa tão cheio de humor negro, tão oposto ao que deveria ser parecido. Este novo vilão, como dizem os críticos, numa cópia do que os personagens dizem o tempo todo, é a personificação do caos, sem propósito nenhum. E, como ele mesmo diz, é a falta de um roteiro, de previsibilidade em suas ações que assusta as pessoas.


O filme explora bem o psicológico ordenadamente sem sentido do Coringa, assim como constrói um belíssimo Duas Caras. O ódio, a vingança, e ainda assim o respeito à única certeza de justiça que se pode ter fazem um ícone se tornar um monstro dentro de todos os mesmos valores. É uma linha fina e bem exposta.


Batman, por outro lado, parece ser o personagem mais raso de todos. Bruce Wayne é Bruce Wayne, do começo ao fim. Os momentos onde ele pode ser mais, pode ser algo diferente, são podados pelos outros personagens. A rigidez de seu caráter o faz, de certo modo, impotente. Ele não consegue escapar de sua própria consciência, e isso traz problemas, como qualquer extremo.


 


O filme é bom, é uma super produção hollywoodiana, como é de se esperar. Minha dúvida é: ela teria o mesmo êxito se Heath Ledger ainda estivesse vivo?


O ator criou, certamente, um mito. Mas muito mais que isso, o Coringa criou um mito também. Atormentou tanto a cabeça do intérprete, disseram os mais próximos, que o engoliu. E tornou-se uma única coisa, notória, indefinidamente forte.


Qualquer filme do Batman vai ter um público grande garantido. Mas filmes como este, com uma lenda maior que o morcego rondando, atrai pessoas que normalmente não iriam até um cinema por ele. A crítica gasta mais tempo falando sobre o filme, sobre a personagem, sobre o ator... E esquecemos história, cenas de ação, tudo. O público é embebido por uma expectativa tão grande que o Cavaleiro das Trevas não importa mais. As grandes cenas de heroísmo do filme não são mais focadas nele, os olhares se dividem entre o bem, o mal, o ponto onde estes dois se fundem. O filme deixa de ser sobre o Batman e passa a falar de lendas vivas – mortas, no caso de Ledger.


E tudo por causa de um grande jovem ator, que soube construir um belo e pouco usual personagem, e por causa de um grande e antigo ator, que disse que o primeiro havia entrado demais na cabeça de sua própria criação.

 

 

Obrigada, Thi, por ter me corrigido!



Escrito por Fer Martins às 12h39
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Duchamp

Não sou uma grande entendedora de arte. Gosto e só, e gosto bastante de coisas modernas e conceituais.

Estudando surrealismo ano passado, conheci este tal Duchamp. E o cara é bom! Ok, não digo que é bom, mas é incrível!

Algumas coisas dele a gente conhece e acha imbecil. Mas quando você entende o porque, quando vê como é coerente com o que ele dizia, acho que fica mais legal.

Essa Monalisa, por exemplo, ou "a fonte", um mictório assinado. Parecem loucura, mas são um protesto social, político, contestador, que bate de frente com toda a arte.

Duchamp gostava de uma coisa chamada Ready-Made, que como o nome já diz, era a arte pronta. Ele se apropriava de qualquer coisa e chamava de arte. Afinal, a arte é a idéia, não a execução. Fora as réplicas e cópias, que desvalorizam o original, afinal, o original real - a idéia - não será prejudicado. Ele assinava as réplicas que faziam de suas obras: Isso tornava-as originais?

Desculpem não procurar obras novas, diferentes das da matéria, mas não tenho tempo. Só acho válido divulgar uma exposição tão legal. E encontro quem quiser por lá!

 


"MARCEL DUCHAMP: UMA OBRA QUE NÃO É UMA OBRA 'DE ARTE'"

Quando:
de 15 de julho a 21 de setembro. De terça a domingo e feriados, das 10h às 18h
Onde: MAM - Parque do Ibirapuera - Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº, portão 3
Telefone: (0/xx/11) 5085-1300
Quanto: R$ 5,50



Escrito por Fer Martins às 14h08
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Imagens sem glamour...

A Amy mostra que aquela tese de que não existe mulher feia, só mulher pobre, não é totalmente verdade. No caso dela, não ser pobre só piora a situação. Ela saiu do estilo funkeira popozuda do Rio de Janeiro para essa silhueta etíope.

 

E se você tem nojo, não olhe. Juro, não olhe...

 

 

Eu avisei. A nossa ex-rainha do pop, quando usa calcinha, esquece o absorvente. Péssimo, péssimo, péssimo...



Escrito por Fer Martins às 22h54
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